Arquibancada
Esporte Clube Bahia (1931 - 2007)
10/11/2006
Sim, amigos... Este é o fim de uma
estória, que havia sido construída com dedicação,
competência, malandragem (no bom sentido) e, acima de tudo,
com o amor incondicional de uma massa fiel, que nestes quase
76 anos veio comemorando cada um dos inúmeros títulos e
vitórias históricas e sofrendo na carne com as derrotas,
tanto as naturais, decorrentes do processo natural da
estória de um clube de futebol e mais ainda, com as derrotas
esdrúxulas, algumas ainda mais graves, dentro do nosso
“santuário”, a Fonte Nova.
A realidade é que hoje o Bahia encontra-se em situação quase
irreversível de falência. Dívidas com funcionários,
jogadores, técnicos e fornecedores, que se avolumam em
velocidade exponencial, mais de uma centena de ações
trabalhistas para resolver, má condução dos negócios,
contratações de uma “carreta” de jogadores “de empresário”,
uma já muito tardia revolta por parte da torcida, que estará
ausente durante algumas partidas devido à punição já vigente
pela invasão de campo no dia da tragédia perante o Ipatinga,
a descrença do mercado, a completa ausência de credibilidade
para captar recursos e investidores, a soberba irracional de
sua “diretoria”, que, em minha opinião, vem assaltando os
cofres tricolores há muitos anos e teme que algum
oposicionista chegue ao poder e descubra todas as falcatruas
já realizadas, situação falimentar declarada pelo STJD, e,
além de tudo, deveremos estacionar nos porões do futebol
brasileiro, enquanto nosso arqui-rival encontra-se com boas
perspectivas de retornar à Série B, apenas um ano após a
queda de ambos.
Fiz questão de ressaltar o ano de 2007 como sendo a “data da
morte”, porque está claro: não chegaremos à Série B desta
vez, dependeremos de ser ao menos vice-campeões baianos,
tarefa hoje muito difícil diante do apequenamento do clube,
para garantir o direito de tentar mais uma vez a sorte na
hoje complicada Série C do Brasileiro. Além disso tudo há
ainda a desgraçada situação financeira, que será ainda pior
em 2007.
Então, diante disto entendo o seguinte: a estratégia a ser
adotada pelos que amam o Bahia é a famosa estratégia do
“dividir para conquistar”. Já que aquela corja que insiste
em sugar até a última gota de sangue do clube não sai,
saiamos nós, fundemos um novo clube, que poderia chamar-se
Bahia Futebol Clube e usemos todas as referências possíveis
do nosso antigo e querido Bahia, para que nunca esqueçamos e
nem reeditemos as besteiras realizadas pelas últimas
“administrações” tricolores.
A idéia consiste em deixar para estas sanguessugas a massa
falida e os passivos do Bahia para que eles, os culpados, os
incompetentes, as bestas, arquem e decidam o que fazer. Já
nós, iniciaríamos uma nova estória, sem dívidas, sem
pilantragens, sem conselheiros lambe-botas a serviço da
corja, com uma torcida de 5, 6 ou 8 milhões de pessoas (a
depender da fonte), liderada neste primeiro momento por
notáveis tricolores, capazes de lograr êxito com tal
empreitada, de forma profissional e adotando os preceitos da
administração moderna.
A alternativa seria tomar o Bahia na “marra” e trabalhar
muito, mas muito mesmo para desfazer o descalabro instalado
nas hostes tricolores.
Marcelo Andrade Ferreira, Salvador-BA.
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