Arquibancada
Oposição com descontrole
30/06/2007
Sempre afirmei que não sou oposicionista, nem maracajista.
Eu sou, tão-somente, louco pelo Bahia.
A mim não importa, nem nunca importou, quem está dirigindo o
E.C.Bahia, nem quem lhe faz oposição.
Eu quero, simplesmente, ajudar.
Ajudar àqueles que desejam o bem do Bahia
Quando entrei para o Conselho do E.C.Bahia, o fiz pelas mãos
da chapa oposicionista de Dr. Archimedes Pedreira Franco
que, na época, e isso já dista mais de 30 anos, discordava
do presidente, o finado e grande vencedor, Osório
Vilas-Boas.
Qual não foi a sapiência do Dr. Archimedes que, ao contrário
de provocar crises, de constituir advogados que utilizassem
seus conhecimentos jurídicos, para falar por ele, preferiu
reunir o melhor das duas chapas , situacionista e
oposicionista, para compor o Conselho Deliberativo do
glorioso Esporte Clube Bahia.
E conquistamos grandes triunfos.
Osório, os demais presidentes que o sucederam, com real e
inquestionável destaque para o Dr. Paulo Virgílio Maracajá
Pereira , único presidente campeão brasileiro, além de
Osório, eu, como vice-presidente das divisões de base, e
todos os demais diretores e conselheiros, que até hoje
trabalham, e muito, pelo Bahia.
Que diferença para o que hoje ocorre!
O que vejo, na oposição de hoje, é o descontrole emocional e
até atitudes deseducadas, sempre brigando, gritando,
badernando, sendo necessário, por diversas vezes, requerer
força policial ou de seguranças, profissionais da
truculência, para falar a mesma língua desses poucos que se
dizem oposicionistas.
Não defendo aqui o atual presidente, nem o conselheiro e
ex-presidente Paulo Maracajá, nem seus atuais diretores dos
quais já discordei com veemência, recentemente, e até de
forma pública, mesmo sendo vice-presidente do Conselho
Deliberativo, cargo que sempre me honrará muito.
E discordarei sempre que achar que, na minha ótica, existem
enganos na direção do clube, seja quem for seu dirigente.
Por outro lado, também já assisti uma reunião da oposição, e
não tenho nenhum motivo para esconder o fato, dada a minha
independência, pois somente assim poderia julgar quem está
mais certo, e quem é melhor para o Bahia.
Foi uma enorme decepção.
Não vi ninguém com possibilidades de dirigir um clube como o
Bahia, e disso eu entendo muito, como auditor independente
que sou, de formação, consultor profissional, e empresário
há mais de 30 anos.
Lá existem muitas pessoas honestas, com bons propósitos, mas
sem direção, sem metas, e sem histórico para um cargo como
esse.
Principalmente o Sr. Fernando Jorge, apontado como provável
candidato, pois se trata de uma pessoa de atitudes
arrogantes, grosseiras, e que vive elegendo-se como ”dono da
verdade” para qualquer assunto que seja abordado.
Pessoas assim nada dirigem, pois jamais encontrarão respaldo
entre seus comandados.
Terão que viver, sempre, entre profissionais contratados que
o respeitarão enquanto receberem seus salários.
Espontaneamente, ninguém o seguirá.
Eu nunca recebi um centavo no E.C.Bahia, apesar de quase 30
anos de serviços prestados.
Sempre, a quem eu segui, o fiz desinteressadamente.
Até mesmo com os cargos, nunca mostrei nenhum apego.
Ser presidente do E.C.bahia será uma honra para qualquer um
tricolor.
Mas nunca objetivei isso. Sempre me mantive à margem dessas
disputas. Dia 21, na reunião de assembléia geral do
E.C.Bahia, o senhor arrogante, mais uma vez, deu provas do
seu destempero e de seu desequilíbrio emocional ao
agredir-me, com palavras, somente porque fui convocado,
entre todos os conselheiros presentes, pelo presidente do
clube, e presidente da mesa, para compor a mesa exercendo o
cargo de secretário dos trabalhos.
Qualquer um poderia ser convocado.
E qualquer um sentir-se-ia honrado.
Estaria sendo útil ao clube.
Estaria desempenhando uma função de destaque no clube e, em
nenhuma hipótese, isso o comprometeria.
Tendo o nível que eu tenho, jamais seria “comprado” com este
fato, nem seria compelido a redigir a ata de maneira que
distorcesse os fatos e as ocorrências ali verificadas.
Mas o simples fato de sentar à mesa para desempenhar esta
função irritou o “senhor dos anéis” que, após a realização
da assembléia veio à mesa apenas para me ofender, e me
agredir, verbalmente.
Muito diferente da minha atitude quando foi realizada a
eleição do atual presidente, na qual o Sr. Fernando Forge
foi o candidato da oposição – ocasião em que pela primeira
vez o vi na vida - e quando eu , após a contagem dos votos
que o derrotou, levantei-me da mesa, fui até o local onde
ele se encontrava e o cumprimentei, pessoal e educadamente,
por ter provocado uma eleição disputada, apesar dos poucos
votos que teve.
Mas ele foi derrotado!
Como neste dia 21!
E como sempre será!
Quem conhece os dois lados, situação e oposição – e eu fui
lá conhecer – saberá sempre escolher o melhor.
Eu só fiz amigos no futebol.
Esta é a grande diferença entre nós dois!
ANTÔNIO JORGE MOREIRA GARRIDO
Vice-Presidente do Conselho Deliberativo do E.C.Bahia.
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