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ÍDOLOS  

Bobô

Raimundo Nonato Tavares da Silva, baiano da cidade de Senhor do Bonfim, não foi cria do Bahia. Aos 18 anos, começou a jogar nos profissionais da Catuense, da cidade de Catu, até que em 1985 teve seu passe comprado pelo Bahia. "Uma loucura. Um absurdo", gritaram alguns. O Bahia pagar 1.100 cruzeiros por um jogador de nome Bobô. Com ele, vieram de contrapeso os laterais Zanata e Alcir. Aos 23 anos de idade na época de sua transferência - nasceu em 28/11/1962 - Bobô sabia que tinha de ser muito mais que seu belo futebol.

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Bobô comemora o Brasileirão 88

A torcida não apenas o entendeu como, e principalmente, aprendeu a idolatrar um jogador que sabia o que queria dentro e fora de campo. Dos sessenta e oito anos de fundação que o Bahia comemora no início de 1999 Bobô viveu apenas cinco, mas o suficiente para ganhar lugar entre os ídolos de todos os tempos, um dos heróis da conquista do título brasileiro de 1988. Fez vários gols - nove na Copa União -, cavou oportunidades para os outros, criou ídolos, como Cláudio Adão em 1987, que ele cansou de deixar na cara do gol.

Nem tudo foram flores na vida de Bobô no Bahia. Teve seus problemas e frustrações, como a não convocação para a Seleção Brasileira de Carlos Alberto Silva e a suspensão de sua venda para o Cruzeiro de Minas Gerais, em 1987, além de uma grave contusão que praticamente o tirou do Campeonato Baiano de 1987. Bobô nunca escondeu seu desejo de deixar o futebol baiano em busca de novos horizontes no futebol brasileiro. Mas soube se comunicar com a torcida, falando forte, quando disse que antes teria a honra de ser convocado para a Seleção Brasileira, como jogador do Bahia, o que terminou acontecendo logo após a conquista da Copa União, pelo técnico Sebastião Lazaroni.

Bobô voltou para o Bahia em 95 e encerrou a carreira no mesmo em 97. Atualmente é Superintendente das divisões de base do clube.

Confira entrevista exclusiva de Bobô ao ecbahia.com.br.

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