Trazendo
a mesma fama de Eliseu - pois também surgiu na
escolinha do Santos -, Douglas foi um dos maiores
ídolos da torcida do Bahia. Não só pelo futebol
técnico, elegante e objetivo mas acima de tudo por
ter sido um artilheiro como poucos. Douglas chegou
para o Bahia em abril de 1972 - foi um dos poucos
que participaram de toda a campanha do
hexacampeonato. Passou o ano de 1977 fora do time -
brigara com o técnico Carlos Froner - sob veementes
protestos da torcida, mas no ano seguinte deu o
troco: foi o maior artilheiro do Brasil, com 51 gols
(quinze no Campeonato Brasileiro, 211 no Campeonato
Baiano e quinze em amistosos, nas 68 partidas que
disputou).
.
Douglas, maior artilheiro do
país em 78
Douglas da
Silva Franklin, casado, dois filhos, dizia que devia a vida ao
Bahia. Em abril de 1972, quando estava indeciso entre América
de Rio de Janeiro e Bahia, acabou preferindo ir direto pra
Salvador.
"O avião do vôo que eu pegaria para o Rio com passagem paga
pele América caiu, matando quase todos os passageiros",
contava.
Jogador de boa cultura (acima da média geral), Douglas nunca
conseguiu renovar seu contrato tranqüilamente. Anualmente,
surgia uma divergência entre o que queria o jogador e o que a
diretoria estava disposta a pagar, ficando a diferença sempre
por conta da torcida.
"Isso nos obriga a jogar cada vez melhor e não decepcionar a
galera", dizia ele.
Douglas foi titular absoluto de todas as seleções baianas e,
desde que chegou, ocupou a posição de meia-esquerda das
"seleções do ano" de todos os órgãos da imprensa.
Em 78 o craque foi o maior artilheiro do Brasil, marcando 51
gols em 68 partidas.